sábado, 21 de dezembro de 2013

Nikita, Ligações.
Gabryel 15:54 0 comentários

Mais um pequeno  texto de Nikita.



Nikita,Ligações.


Quantas vezes nikita esperou ser surpreendida por uma ligação em meio à tarde?
Quantos cigarros ela tragou aquela tarde sozinha dentro do escritório, entre as maquinas de escrever e o som das batidas, e das engrenagens convertidas em sinais no papel.
De repente o som muda o tintilar do telefone quebra aquele silencio mortal e nikita atende sem hesitar
Alou escritório de Segurança da KGB, quem gostaria?
Eu estou escrevendo somente o que acontecera lá quando eu entrei no ambiente, havia duas pessoas mortas, corpos unidos, nus, e garrafas de vinho, e então sei lá senti um cheiro meio acre, talvez algo estivesse putrefato lá.
E então a ligação caiu, nikita não sabia o que fazer, talvez fosse um trote , um engano sabe-se lá , o que um doido sem nada a fazer poderia inventar.
Foi ai que decidiu ir à tabacaria, comprar mais cigarros, pois estavam acabando, pegou então seu cardigã e saiu.
Lá fora estava um clima meio pesado, via policias correndo, pessoas apavoradas, mas seguiu seu caminho, até o vício, mais bem adquirido segundo ela.
Comprou seus prediletos cigarros e foi até o escritório de novo, no caminho um homem alto, franzino de aparências cansadas, talvez com 47 anos agarrou-a e disse.
Menina segure-se, porque tudo vai mudar, acredite nada será como é, meu deus, isso é muito triste, tudo irá mudar.

E então saiu correndo, nikita estava parada ao meio da rua, estupefata, com tudo que de repente acontecera em seu dia monótono, será que tudo aquilo era o que ela sempre quis , um dia ser colocada no olho de um furacão, estava a acontecer?
O pior é que sempre estamos despreparados quando isso acontece. , queremos tanto um pouco de aventura que quando  ela chega a gente se barra , tememos algo que não sabemos , justamente aquilo que sempre sonhamos , a gente congela , tem medo , pois bem , nikita não , ela resolveu viver , o que estava sendo dado a ela.
Voltou a sua sala , pregou a chave de seu lada e foi respirar mais ar , tentar descobrir o que era tudo aquilo , meu deus ou ela estava louca e não sabia , estava num sonho:?? Mas que era ,o era,.
Só sei que andou .andou e andou , nikita andou tanto sem saber aonde ir , que de repente parou , parou tudo , ela adormecera , dentro de seu sonho e não sabia mais como sair dele , na ânsia de viver mesmo , ela viveu o sonho estando dentro de um outro sonho , pensando que o mesmo era realidade .
Meu deus ela pensou, estou vivendo algo que acho que é real mas estou sonhando que sonhei que vivi isso .
Trin-trin , era o telefone que tocava
Alou nikita, alou?

E então era mais uma ordem de documentos vinda de seus superiores, num simples trintão tudo se desfez ao léu e, de repente nikita esta  fumando seus cigarros , lendo um livro de romance do Tolstoi , em frente a uma loja de tabaco , na avenida mais movimentada de Moscovo , e sem ninguém por perto , ela abandonou o cigarro e suas baganas no cigarreiro,, deixou seu livro a quem quisesse levar , e saiu andando , simplesmente sonhando no dia que iria viver de verdade.

Nikita,França e Noite.
Gabryel 15:52 0 comentários

Comecei a escrever alguns textos pequenos , de uma personagem que tem sido uma fonte inspiradora , e a qual chamo Nikita , sendo assim , postarei aqui os mesmos , e o primeiro deles é uma história que se passa na França.


Nikita , França e Noite.



Quanto mais Nikita passeava pelas areias de Mont Blanc, sentia-se viva, cada dia naquele típico paraíso da costa francesa, era a consagração do verdadeiro sentido do luxo, diversão e alegria.
Podia sentar-se em mesas estranhas, começar a conversar tranquilamente, conhecendo novas pessoas, pensamentos, sotaques, sentidos, desvendando o mundo que se continha em cada um.
E não acabava por aí , tragando seus cigarros mentolados , deixava os marmanjos de boca aberta , por onde passava , com seu charme quase palpável ,  trajando belas roupas , sempre com um sorriso à face , muitos se perguntavam de onde saíra tanta perfeição , tanta beleza unida em uma só pessoa , tantos se imaginavam com ela , e sem que percebesse , tiravam fotos , retratos de uma bela moça estrangeira , de um momento de sua mocidade que nunca mais voltaria.
Não se sabia certa, ou errada, mas queria sentir a vida, ver-se viva em meio a tudo, dançar pelas ruas, flertar em cada esquina, sentir o ar que respirava, amar cada pedaço de si, libertar-se das avarezas humanas, tão deprimentes e sorrateiras.
Chegando a noite, largava-se por aí, em braços e bocas que se chamavam amigas, tornando se amantes de um dia só, ou melhor, de uma noite só, nikita não queria mais anda a não ser , viver , mesmo , experimentando nuances de perfumes alheios , mesclados em suores , e hálitos etílicos , a defumação da nicotina , dos fumos , o cheiro da noite , nas festas , delirando pelos cantos , ouvindo músicas , curtindo caronas pelas ruas da cidade , vendo as luzes dos postes virarem uma trilha intrínseca , corando pelas cantadas , ruborescendo diante do charme cavalheiresco dos jovens galegos ao seu redor .
Era mesmo necessário tanto medo da vida? Seria certo esconder-se de tudo que existe de bom, com medo de ficar à revelia, com medo de ser julgado, recriminado? Não Nikita não esperaria aos outros viverem, para então começar a fazê-lo, pra poder amar, do jeito que realmente queria.
A ojeriza que tinha pelos preconceitos de sua época compunham, tanto seu senso crítico quando sua vontade de transgredir aqueles dogmas fantasiosos, crendices religiosas que atrapalhavam mais do que assessoravam.
Muitas vezes via pelas avenidas, pastores e religiosos olhando de soslaio e odiando a quem fosse diferente deles, e ainda sentiam-se livres para combatê-los em nome de um nome superior, solapando com os princípios de amor.
Mas Nikita tentava mostrar aos demais que o amor em si, era mesmo a saída de tudo, e que dentro dela morava o deus, que tantos falavam ser alguém de larga estrutura, poderes fantásticos, um ser que derrubava e construía. E que esse tal deus, benevolente, caridoso, amargo e vil, éramos nós mesmos.