No meu centro temos um grupo de estudos de André Luiz onde sempre debatemos este tema. A última vez foi sobre o menino Joao Helio. Em relação aos desencarnes coletivos, no momento do acidente ou catástrofe aqueles espíritos que ali se encontram manifestam certa sintonia uns com os outros devido ao comprometimento que têm perante à falta que cometeram e que devem resgatar. Tanto que quem não se sintoniza se livra da morte; ou consegue escapar ou é levado a desistir de estar naquele lugar naquela hora. Os espíritos são induzidos a se reunirem uns aos outros devido a frequência que emitem pela culpa, mesmo inconsciente, da falta cometida em grupo. Esse processo de resgate pode levar séculos de preparação, onde a espiritualidade responsável espera a hora e o momento em que todos etejam reunidos, tarefa difícil e complexa devido aos diferentes estados em que se encontram os espíritos envolvidos, hora desencarnados, hora encarnados, hora em zonas purgatoriais ou em colônias espirituais. Realmente é complexo reunir tantas pessoas que tiveram encarnações diferentes, mas que em uma delas estiveram juntas em determinado ato criminoso. Um exemplo foi aquele circo que pegou fogo em Niteroi na década de 60. O pai de uma amiga minha voluntária lá no centro poderia ter morrido neste incêndio. Ele é músico, moravam em Niterói, minha amiga tinha 5 anos. Ele foi chamado por uma amigo também músico pra tocar neste circo no dia do acidente e o amigo tocaria em outro lugar. Mas de última hora, o amigo ficou sabendo que o circo pagaria mais que esse outro lugar (era um circo estrangeiro com boas condições financeiras) e falou ao pai de minha amiga que como ele é quem tinha arrumado esse trabalho no circo, ele é que iria e o pai dela deveria ir pro ouro lugar, onde se pagaria menos. E foi o que aconteceu. Pouco tempo depois houve uma psicografia do Chico Xavier relatando o verdadeiro motivo desse acidente, pois haviam muitas crianças no circo que morreram queimadas e pisoteadas, foi uma tragédia enorme, centenas de mortos. Um espírito dos que desencarnaram se manifestou explicando que ele e todas aquelas pessoas foram romanos que participavam, quer como responsáveis, quer como espectadores dos espetáculos sangrentos de morte aos cristãos. Os cristãos eram mortos nas arenas devorados e pisoteados por feras, leões. A platéia vibrava em delírio com o espetáculo de sangue. Séculos, ou melhor mais de mil anos depois, é que se conseguiu reunir todos num mesmo lugar e na mesma hora. O pai de minha amiga não tinha comprometimento, não sintonizou com a situação, já o amigo dele... Com certeza a pessoa é levada por uma circunstância a estar no lugar da tragédia, mas como vimos neste caso é um processo trabalhoso, pois passaram-se séculos até chegar o dia do resgate e certamente a espiritualidade trabalhou para que esses irmãos se encontrassem neste circo. Em relação as balas perdidas, é o mesmo caso de atropelamentos etc. Sabemos que ninguém nasce com a missão de matar alguém seja de propósito como nos casos de balas perdidas ou por imprudência no transito. Mas o que se dá é que a pessoa que morre por estes acidentes essa sim veio com a expiação de ter uma morte violenta, repentina. Então a espiritualidade se aproveita do livre arbítrio de quem escolheu usar uma arma ou dirigir bêbado, e se alguém que deve passar por uma morte repentina estiver passando por ali, é induzido a se posicionar ante a bala ou o carro. O mesmo ocorre com acidentes onde o motorista não teve culpa alguma ou ocorreu um acidente com arma de fogo, sem intenção de matar. A espiritualidade se aproveita de uma situação inevitável e coloca a pessoa frente a frente com o dispositivo que o levará a morte repentina de que ela necessitava como resgate. Situação inevitável pq tudo o que a espiritualidade puder fazer pra evitar que o homem cometa o mal, como atirar em alguém ou dirigir embriagado, ela faz. Mas não pode impedir que alguém cometa um ato por livre escolha, é nesses casos em que essas situações são aproveitadas. Mas sempre, sem exceção, o que sofre o acidente deveria sofrer, e quem não tem comprometimento é desviado da situação. Com relação ao garoto João Hélio, o que foi discutido é que o menino tinha que passar por uma morte horrível daquelas, seja como expiação pra ele ou pra família. O ideal é que ocorresse um acidente qualquer, mas infelizmente aqueles homens causaram aquela situação (que não foi premeditada pela espiritalidae superior, é claro), então este fato foi aproveitado para que se fizesse o desencarne do meninio. Uma família que não tivesse comprometimento nem seria vista pelos bandidos. O Osama Bin Laden não encarnou com a missão de explodir as torres gêmeas, mas as pessoas que morreram tinham que morrer num acidente parecido mas não criminoso. Já que não conseguiram impedir a vontade do Osama, aproveitou-se essa situação, mas ele se comprometeu enormemente, enquanto que se as pessoas morressem num desabamento ou coisa assim, ele não se comprometeria, e o resgate haveria do mesmo jeito.
Texto:Fafá
Gabryel H. Pires pra sbc noticia/sou luterano de batismo mas sigo o espiritismo